quinta-feira, 29 de outubro de 2015

MIKIO, 14; BH, 050202013.

Hino de louvor às putas, às meretrizes, às
Marafonas, às mulheres perdidas que
Saciam nossos desejos, nas nossas
Andanças pelas madrugadas, em busca
Dos açougues de carnes batidas; um hino
De louvor a essas damas das camélias
Rameiras, essas guengas anônimas, que
Nos desprezam e só veneram o mesmo
Deus dos pastores eletrônicos: o deus
Dinheiro; um cântico de graça e de
Glória a essas que, raparigas em flor,
Ainda e já nas sombras da noite, se
Vendem nas esquinas das ruas das
Encostas das venéreas; um aleluia a
Essas salvadoras, que não nos enganam e
Que nos amam, igual a Judas amou a
Cristo e às vezes, nem é preciso trinta
Dinheiro para se entregarem; esses bifes
Mal passados, frios, servidos em pratos
Sujos e que comemos sem tempero
Algum; um bravo, meus putos maus
Companheiros, um urra, meus podres
Pensamentos, a essas almas perdidas,
Mas, que nos completam na nossa
Perdição; esses abortos, cujos fetos
Foram jogados vivos nas lixeiras,
Persistiram e têm todas a nossa
Gratidão; hino de louvor a essas
Madalenas desiludidas, que não
Um Jesus para livrá-las da lapidação;
Lavam nossos pés bandidos com as
Suas lágrimas e enxugam com os
Cabelos e amam nosso vil dinheiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário