domingo, 25 de outubro de 2015

MIKIO, 20; BH, 090202013.

Meu amigo, para de esperar, há quanto
Tempo esperas e sem acordar; se queres
Esperar, que pelo menos acordes, andes
Pelo ar, viajes ao universo, mova as
Montanhas de lugar; a esperar e a
Dormir, nem sonharás; um ser como tu,
Se não quebrar as pedras, elas não se
Partem, a dar as passagens; o mar não
Se abre, a água não deixa andar em
Cima dela e nem o tempo para; toda
Vez que dou uma volta ao redor do
Sol e quando passo por ti, estás aqui
Parado, com ares de desanimado, de
Plantão, a espreitar; falas que estás
Alerta, de sentinela e em atalaia e que
Saberás identificar a sua hora; e nessa
Calmaria, com a calma do lugar mais
Calmo da tempestade, que é o olho do
Furacão, não vais a lugar nenhum; a
Saída é ser a própria tempestade, é ser
O furacão; ficares no olho, de olho, a
Esperar, verás que não foste em busca
Da sorte e ficaste no azar; é no que dá,
Não ter iniciativa, não tomar uma
Atitude, de desprender um ato; meu
Amigo, espero que pares de esperar,
De ter esperança de que recuperarás
Esse tempo perdido, enquanto todos
Vivem; esquecer velhas ilusões e se
Prender em novas ilusões, é a mesma
Coisa; o dom precioso do ser, é não ser
Iludido e não iludir e acordar antes
Da hora, ou em tempo.

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