terça-feira, 20 de outubro de 2015

MIKIO, 32; BH, 0120202013.

Nenhum pensamento em movimento passou
Pelo umbral, nenhuma ideia luminosa
Passou pelo portal; e a cabeça subia só a
Soleira, solitariamente, com a mente
Solitária; mas tenho memórias, onde estão?
Tenho recordações, de quais tempos? tenho
Lembranças, de quais andanças? e
Inusitadamente percebeu que não concebeu
Um solidéu; não posso ir adiante, algo
Empacou no coração, como se ele parasse
De bater; bateu com o pé no chão, tateou
Com a sola, não posso ir adiante, há de se
Surgir uma razão; e todas as explicações
Cobradas do universo, serão dadas numa
Só palavra, formada por todas as letras
Conhecidas e desconhecidas, antigas e
Novas e até as que se encontram debaixo
Das pedras ancestrais e as que serão
Encontradas nos planetas dos cinturões
Siderais; mas, preciso do pensamento, como
A casa precisa do alicerce e o estômago da
Comida; e da mesma maneira que a sede
Precisa da água, preciso duma ideia, quem a
Concederá a mim? e com urgência,
Diagnósticos, prognósticos e com perfeição;
E jogaram uma boia de ouro para mim, com
O peso, ele em vez de reerguer-me, elevar-me
Aos píncaros, afundou-me mais no lodaçal;
Não era esta a palavra da ansiedade e como
Morto não pode desistir, não desistirei,
Vagarei a eternidade a procurar e quem
Sabe não a encontro lá.

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