domingo, 25 de outubro de 2015

MIKIO, 23; BH, 090202013.

Não tenhais vaidades em demasia,
Num dia o mundo vos endeusa e
Noutro vos sataniza; não vos deixeis
Iludir ingenuamente,  num dia sois
Amados, noutro odiados; não tenhais
Mais do que o necessário, para aonde
Ides no fim, não levareis nada nada, nem
Vós; só os vossos ossos teimarão contra
O tempo, mas, é a sina dos ossos das
Ossadas dos esqueletos dos ossuários,
Resistir contra todos; vossos ossos
Sustentarão a terra, acompanharão o
Planeta na última viagem em direção ao
Perdido; respeitai vossos ossos e os
Ossos dos vossos semelhantes; no
Futuro, depois do além, os a serem
Encontrados, intactos, nos solos
Rochosos, serão vossos ossos; nossos
Ossos, todos os ossos devidamente
Identificados pelas estrias, onde eram
Os tutanos, os encontros das cartilagens;
Identificados como são identificados
Ossos das sopas que são feitas de ossos
Marcados; as coisas mais vãs são as
Palavras proferidas por bocas néscias;
As pedras não gravam as falas dos
Histriões; os pensamentos mesquinhos
Não empoeiram as estantes universais;
Aos estúpidos, ignorantes, grosseiros,
Até os ossos serão moídos nas rodas dos
Moinhos das moendas do tempo; quem
Tem ouvidos ouçam o que dizem as
Montanhas, os abismos, os desfiladeiros;
As mensagens estão ali cifradas nas
Moléculas das matérias; das entranhas
Da terra nascem os homens que
Conquistam os cometas dos céus.

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