domingo, 11 de outubro de 2015

MIKIO, 46; BH, 0170202013.

Ainda há esperança, nem tudo está perdido,
Bem ou mal, chegaremos ao final,
Com a felicidade agarrada nas mãos;
Depois do vendaval, será só alegria
E a bonança não deixará mais temporal
Fazer o que quiser; sim, inda há uma
Glória, uma saída para a nossa história,
Hoje sofremos e quem não sofre, não vive;
Inútil será reclamar, chorar, lamentar,
Já é tempo de parar de lamentações;
Limpemos as marcas das lágrimas,
Mais cedo que pensamos, colheremos
Nossos frutos; colheremos o trigo, dividiremos
O pão; nada mais nos faltará e nem
Paz e nem amor, enchemos os alforges,
Que é chegada a hora de usufruir;
Reluz a nossa liberdade, como a luz do
Sol, o sinal que tanto esperamos do céu;
Todo mundo a cantar, melodia não falta,
Uma canção só é pouco, todas as canções;
Vem conosco vento, dançar como uns
Xamãs, filosofar nas altas montanhas, nos
Cumes, Zarathustra esconde-se, lá onde há
Um caminho estreito, entrem todos; os
Dois lados do universo são divididos por outros
Três vezes mais infinitos do que todos os
Quatro lados do quadrado retângulo;
Cinco vezes subi os montes a meditar,
Seis outras vezes subiria sem pensar,
Sete vezes setenta e sete procurei a verdade,
Oito mentiras encontrei a enganar-me;
Noves fora, sobraram-me na dúvida,
Dez mandamentos, que nunca soube seguir
E estou aqui a dizer: há esperança para nós.

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