domingo, 25 de outubro de 2015

MIKIO, 24; BH, 0110202013.

O que rotula ao poeta, dá-lhe estilo,
Não é a poesia que ele forra como
Tapete as linhas do universo mas,
Os títulos que consegue em academias,
Liceus, faculdades e universidades;
Se o dito poeta não pertencer à
Uma certa escola, não apresentar
Um diploma de uma instituição de
Renome, nunca terá nome;
Penso ao contrário, o que me faz, não
Sou eu, nem as instituições e nem
Os trajes que visto; o que me faz, são
As poesias nas quais existo e os poemas
Que edito; sem estas letras transviadas,
Sem estas palavras profanas, por mais que,
Queiram consagrar-me, não passarão
Das boas intenções; são as obras que nos
Ditam o que devemos ser mas, para quem
Quer ser milimétrico, viver tecnicamente,
O melhor caminho é mesmo a escola;
Quem já pensa livremente, qualquer
Caminho é caminho, tortuoso, ou largo,
Sombrio, ou iluminado; quem pensa
Livremente, não se enquadra facilmente,
Não agrada e tem escrita amaldiçoada;
Não faz mal, não escrevo para agradar e
Sim para imortalizar o universo; pego
Uma rua vazia e vejo tanta poesia,
Que com certeza não encontraria nas
Estantes abarrotadas das bibliotecas; pego
Um nascer de sol, lá, si, dó, ré, mi,
Fá, silencioso e componho uma
Sinfonia sem nenhum movimento e
Faço um concerto com um pé de vento.

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