segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MIKIO, 51; BH, 0210202013.

Sempre desencavo de dentro, algumas
Reminiscências mortas; sempre caço
Naus fantasmas, navios piratas e
Tesouros enterrados em ilhas desertas;
E galgo farejo ossos ancestrais, fósseis
Enterrados em masmorras de castelos
Medievais; volto todo dia à pré-história,
À idade da pedra lascada e ao primeiro
Dia em que o universo passou a existir;
E vejo a Terra inda bebê, o sol no dia
Do nascimento e a lua na primeira
Aparição; não viajo a qualquer lugar,
Não subo qualquer pico e nem desço
A qualquer fossa abissal; procuro
Visitar lugares que são santuários de
Planetas, locais sagrados para os
Cometas, oratórios onde as estrelas se
Reúnem, para que preces a elas, sejam
Elevadas; e quando encontrei, numa
Das viagens às eras, um preto-velho
De outras priscas épocas, perguntei a
Razão de céu ser tão azul; azul não é
O céu, são os anjos da guarda que são
Azuis e são tantos milhões, bilhões,
Trilhões, todos juntos a nos proteger,
Que quando olhamos daqui, e vemos
Tudo azul, nos confundimos; o azul
É a legião infinita de anjos da guarda,
Que envolve o nosso universo; fiquei
Feliz com esta descoberta que, chorei
Eternamente e nunca mais quis parar
De chorar; e quando mais adiante,
Desencarnar destes ossos velhos, a minha 
Moradia será esta legião de anjos azuis.

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