domingo, 18 de outubro de 2015

MIKIO, 37; BH, 0120202013.

Como é que a sorte abandona um ser
Humano assim, ao Deus dará? como é
Que um destino é traçado assim, para
Ser trilhado no azar? e os dois persistem:
A sorte cada vez mais em se afastar e o
Azar em cada vez mais a querer se
Encarapitar em meu cangote; pego até
Com anjos, santos, santas, demônios
Arrependidos, mas, não há quem faça
Inverter a situação: o azar nos meus
Ombros e a sorte a me fugir das mãos;
E não há quem faça pelo menos
Alternar: um dia, um pouquinho de
Sorte, no outro um pouquinho de azar;
Mas não, é sempre a mesma repetição,
A todo dia e à toda hora: azar, azar,
Azar; há um árabe macumbeiro,
Flamenguista, amigo meu, que acende
Velas a São Jorge, Malk Mohammed
Slemans que, vou fazer igual, talvez
Consiga um pouco da sorte dele; alô
Malk Mohammed, aonde andas aí
Nesse Rio de Janeiro? saudades dos
Tantos porres juntos, tantos carnavais,
Sambas, pagodes e cervejas geladas;
Belo Malk Mohammed Slemans,
Muita fé em São Jorge, muita alegria
No Mengão, aquele fraternal abraço
Em Rio de Janeiro e farras ao anoitecer
Inteiro; lembras do Malk é de chorar,
Grande camarada e companheiro amigo,
Que São Sebastião do Rio de Janeiro,
Também te abra muitas portas, meu rei.

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