domingo, 4 de outubro de 2015

MIKIO, 55; BH, 0230202013.

Na tundra dava para perceber a movimentação
Que, de longe, o vento fazia na falésia; o ar
Ergueu o olho, o aspecto circunspecto, da rede
De redemoinhos; as palhas secas não urbanas
De ciscos de quintais, cujos terreiros, as
Cercas de arames farpados, não impediam as
Passagens; as raparigas de seios fartos, rotundos,
Escondiam-se nas choupanas, atrás de risos
Contidos, onde quase não se percebiam os
Dentes brancos; belas flores, passarinhos
Estampavam os jardins que circundavam as
Aldeias; vi rios que desciam das serras e nos
Meandros, regatos, arroios, ribeirões; vi o
Riacho e nele banhava-se uma ninfa descuidada,
Que destilava sua linfa debaixo dos nimbos;
Quando pensava nos desfiladeiros da infância,
Não chegava à conclusão do pensamento,
Debatia-se um teimar em debater, como um
Afogado a perecer; tudo era calmo na cabana
Onde a tarde fazia a sesta e nem ouvia-se o
Bater de asas dos insetos; os grãos não vibravam,
Pairava-se a névoa na distância da estepe, a
Esperar a tarde acordar; e nesse intervalo, tudo
Era infinito e não percebia-se nada, nem os
Suaves sussurros dos passos do anoitecer; as
Últimas reverberações chiavam em agonia, o
Dia não queria morrer, do outeiro, em resguardo,
O olhar pousado no horizonte, que fremia, pela
Primeira vez uma montanha diminuiu de tamanho.

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