sábado, 24 de junho de 2017

Leio e escrevo e falo e escuto porém; BH, 0150402001; Publicado: BH, 0300802014.

Leio e escrevo e falo e escuto porém,
Não consigo superar o desentendimento que,
Impera dentro de mim; ando, sou livre,
Rio, viajo, como, bebo e não venço o tal
Desconserto que, escondo no íntimo;
Quanto mais tento acertar, mais vejo o
Desacerto apertar-me o pescoço; sinto o
Desconjuntar engasgado na goela, o
Intestino desarranjar-se à toa e o organismo
Desconsertar-se e ruir igual a um esqueleto,
Desconjuntado, de um corpo desarranjado,
De um espírito desconsertado; e preciso
Acostumar-me e desacatar a alma;
Preciso afastar o que quer ofender-me e
Esconjurar-me; e tudo age para desconjurar
O simulacro que me forma; e só sabem fazer
Imitação e reprodução imperfeita, falsa
Aparência e fingimento; e tirar-me fora
Das juntas ao deslocar-me das articulações e olhar
Enquanto me vejam desfazer-me em espectro
De luz; e tudo por causa da ingratidão e da
Ignorância que mantenho a morar no cérebro;
Por falta de conhecimento da mente e de
Desconhecer da memória; faço tudo que 
Manda o figurino, só não consigo, desde menino,
Afastar o desconhecimento, que apaga o
Meu tino, que torna-me pessoa sem credenciais,
Estranha e ignorada; de aspecto incógnito e 
Que não é conhecido; desconhecido até 
Por si próprio; e não é de estranhar, não 
É de ignorar, é para não conhecer mesmo o
Bom fluído do trânsito; livrou de congestão
E descongestionar as entranhas, com medicamento
Descongestionante, que descongestiona os ossos,
Os nervos, a medula, os líquidos e a liquefazer
O que estava congelado; derrete o iceberg e
Descongelar as geleiras seculares do ser; ai,
Por minha fé, acabar do desânimo e pôr-me
De pé; chega da falta de conforto, basta de
Desconsolo, pois o desconforto limita e o
Ilimitado é o que é o desproporcionado; o que
Não é conforme com nada e é desconforme com
Tudo e não conhece o impossível e nem a dor.

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