segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tremei poderes e poderosos e plenipotenciários; BH, 0100602016.

Tremei poderes e poderosos e plenipotenciários,
Chegou o poeta destemido, tremei ditadores
Sanguinários, agora há quem beberá vossos
Sangues venosos, contaminados, intoxicados de
Injustiça, covardias, violências vis; o poeta não
Está morto, a sociedade que o poeta prega, não
Está morta, não é utópica, onírica, de ficção, de
Faz de conta; a sociedade com almejo do poeta
É real, sem sacripantas, sem religiões, pseudo
Taumaturgos, exploradores e explorados; é uma
Sociedade livre, cujo nome é liberdade e a
Independência paira sobre a cabeça de cada um
E a cidadania e a soberania são os braços da
Nação que, não aceita intervenção, subjugação,
Dominação de qualquer espécie que seja; o poeta
É do povo trabalhador brasileiro, da autonomia do
Operário, da emancipação do proletariado; o
Poeta é da revolução, da transformação, da 
Metamorfose que sai do casulo; e o poeta 
Armado com a pena, despido de armaduras,
Expulsará os bandidos que, pensam que, são 
Donos dos poderes executivo, legislativo e 
Judiciário; e o poeta determinará que, todo 
Poder emana do povo, para o povo e pelo 
Povo; e quando morrer, o poeta terá uma 
Morte grande, uma morte de gigante, uma 
Morte do tamanho do povo que o poeta ama;
E depois da passagem do poeta, o povo 
Declarará guerra contra o povo, pelo direito
De amar um ao outra cada vez mais e então
O poeta enfim descansará em paz.

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