segunda-feira, 19 de junho de 2017

Perdi a estimulação e nada é capaz de estimular o meu coração; BH, 0120602001; Publicado: BH, 0210902014.

Perdi a estimulação e nada é capaz de estimular o meu coração
Discípulo de minha pupila; o que vejo, era para ser o estimulante
Da minha vida ambulante, o que sinto, era para ser o que estimula,
Incita a paixão, excitante imaginação e aquilo que era para ser o
Estímulo e na hora de incitar não chega a instigar e na hora de
Excitar, parece um ofender, um ressentir, perde o brio, foge a
Dignidade; e o que pode produzir uma libido orgânica, acaba,
Vira estio, verão de estiolamento da estação, definhamento da
Primavera, ao causar o estiolar do clima, o debilitar do tempo bom,
Cai o caule não ramificado, tomba a estirpe e nem com o espendiar,
O prazer é completo, dá espendio, não satisfaz; e financiar o gozo,
Salário às pobres meretrizes estipular às nossas primeiras amantes,
Professoras; e o que foi baseado na avaliação e na probabilidade
Da nossa primeira venérea, começamos sem a estima, sem valor
Estimativo, o cômputo da auto-avaliação e a estimativa de ter
Consciência da própria dignidade e prezar-se com o moral elevado;
E hoje não podemos mais aprender a ter amizade ou amor a alguém,
Não sabemos avaliar e nem a dar apreço aos outros, é reaprendermos
A estimar uns aos outros, é necessária a avaliação positiva a afeição
Verdadeira, a estimação por costume e hábito de característica
De uma época e não chegar a elevar tanto como à maneira própria
De um escritor; e expressar será o pensamento e um estilete
Com que os antigos escreviam em tabuinhas com superfícies
Encravadas; serviam por estilo e desenhar e a modificar com
Intenção decorativa, estilizar o esboço a fazer do novo protótipo de
Ser humano na estilização da humanidade; quem sabe usa estilístico,
Aperfeiçoa a estilistica, no tratado sobre o estilo, quem sabe ser
Estilista, não deve fugir; e ser uma pessoa que tem estilo próprio e
Que escreve com elegância; quem pode deve abusar do estilismo,
Do demasiado apuro na linguagem e quando era menino e não sabia
De nada e agia igual a um menino, que não sabia de nada, matava
Muito passarinho com estilingue, pegava uma forquilha de madeira,
Ou metal, munida de elástico, com que os meninos atiram pequenos
Projetis; esse é um estilhaço triste da minha vida, fragmento ruim
De mim, de quando matava inocentes passarinhos com alguns objetos;
É um pedaço que, tento esquecer e o lembrar, vem fazer-me em
Estilhaços ao despedaçar meu ser; a estilha de sonda cirúrgica, o
Punhal de lâmina fina cravado no olho, para estigmatizar, marcar com
Cicatriz, o estigma de sinal infamante; a marca da maldição, quando
Esticar a canela, não quero ser pego de surpresa e distender a alma e
Estender o corpo numa boa; esticado e bem trajado e limpo, de banho
Tomado e estar bem vestido é importante; cadáver deselegante, é estar
Na miséria, morrer na magreza, pesar menos do que pessoa magra;
Uma estica no caixão, a estibordo do quatro alças, na direita do navio e
Quatro alças na proa e quatro alças na popa, e em toda direção, pois,
Devido ao peso do caixão, que terá de ser carregado a doze mãos;
Depois, no fundo da sepultura, se não tiver dinheiro para a cremação,
A decomposição em estibina, antimonita, ou qualquer outra mineração;
Se estiver a chover, é para estiar, é para cessar de chover, serenar o
Tempo, enterro enfeia a chuva; estraga como a estiagem, a falta de
Chuva e o tempo seco após chuva de temporada; para assim auscultar
O coração de querubins, o estetoscópio, o aparelho, a ciência que trata
Do belo na natureza e na arte, visões de esteta, que tem da arte uma
Concepção elevada e o sentimento da estesia; a cultura não pode
Agonizar, a arte não pode ter estertores, a poesia jamais estertorar,
Como a respiração rouca e entrecortada dos moribundos; o poema jamais
Pode ter um estertor, o poeta sim, pode esterroar; desfazer os torrões
Sanguíneos, lavar o esterroador com sangue puro; o instrumento agrícola
Para sangrar a terra, é o ruído do sangue a jorrar da ferida esterroada;
E o mundo não é um lugar imundo, o planeta onde se junta esterco,
A humanidade uma esterqueira; o ar não pode ser esternutatório e
Nem o que provoca espirros com a poluição; a atmosfera, também,
Não pode causar esternutação, espirro esterno no osso dianteiro do
Peito que articula com as costelas; chiado esternal, não vale um esterlino,
Uma libra esterlina da moeda inglesa; não paga o eliminar dos germes
Do instrumento médico, não paga para tornar-se inútil, o monstro de
Olhar estéril no espelho, a esperar, a esterilizar o olhar vazio.

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