sábado, 24 de junho de 2017

Pobre ignorante desalumiado; BH, 0190402001; Publicado: BH, 01º0902014.

Pobre ignorante desalumiado,
Ente sem luz, aonde irá matar a sede
Do teu sangue? aonde irá abrandar a tua
Ira? e acalmar o ódio do teu ser?
Não soubeste desalterar e só repelir, expulsar
De ti a razão; e abandonar o posto da virtude
E obrigar a sair do lugar ocupado a ética,
Que queres mais? fazer sair do alojamento
O pensamento? ou desalojar a imaginação?
Despir tudo do lugar que foi tirado a 
Inspiração? e o espírito desalojado e 
Que só mostra os maus sentimentos?
Desnaturado e sem fé, perverso e sem 
Paixão, celerado e sem emoção; bestial
Desumano, besta cruel, anjo desalmado,
Para que tirar os alinhavos das mentes?
Para desalinhavar da memória as boas
Lembranças; desordenar os princípios,
Desarranjar as leis e as ordens; afastar
Do alinhamento o caminho, desviar o
Rumo da estrada; desalinhar o terno
De linho da alma, despejar a tua
Carga e não aliviar a consciência;
O bem irá desalijar a dor do teu peito,
Basta de desperdiçar o tempo e estragar
A era, a época e os anais; basta, chega,
Tu não vais mais desnortear os humanos;
Desalhar os lares e as moradas, alienar
As almas como se fossem bens; alhear o alheio,
Desalhear o que foi feito semelhança de Deus;
Aproveita o sol, venha libertar-te, a luz
Fere teus olhos? fende a tua visão, a claridade?
Venha soltar as algemas das tuas garras
Sórdidas, imundas, mórbidas; e desalgemar os
Teus instintos funestos, despejar teus desejos
Fúnebres nos fossos; e desaforjar a algibeira
Das moedas traiçoeiras; e livrar os alforjes
Do dinheiro vil, o esmorecimento matou-te,
O desânimo levou-te a vida; o desalento
Não te salvará e tudo que procura é
Sugar o pescoço decapitado. 



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