sexta-feira, 28 de março de 2014

Não leio mais nada; BH, 01901202013.

Não leio mais nada,
Não leio nem mais um livro;
E não encontro no meu meio,
Quem gosta de leitura e de literatura;
É a dura realidade,
O homem é produto do meio
E quando no meio em que vive,
Tudo leva à aversão aos livros,
O homem também passa a viver longe dos livros;
E um homem sem livro,
Como poderia ser definido?
Um homem sem leitura e sem literatura,
Onde seria enquadrado?
Torcidas organizadas de times de futebol?
Coxinhas de direita formados pela mídia medieval?
Assinantes das revistonas e dos jornalões?
Telespectadores das televisões e jornais eletrônicos do
PIG: Partido da Imprensa Golpista?
E qual conceito caberia a um homem sem biblioteca?
A um homem sem escrita?
Militantes dos partidos da oposição?
Apreciadores dos ministros do STF:
Supremo Tribunal Federal?
Esses são os caminhos dum apedeuta
E não quero nunca seguir um caminho desse,
Que faz apologia à Ditadura,
Que navega contra o povo trabalhador brasileiro;
Nunca quererei fazer parte dessa direita raivosa,
Feliciana e malafaiana e bolsonariana;
Preciso teimar e voltar a ler alguma coisa,
Ou serei um morto também.

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