segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Alameda das Princesas, 756, 33; BH, 0250802012.

Um dia, inda vou captar nas entrelinhas
Das paralelas, uma obra-prima; podeis
Torcer contra, dizer que nada vou
Encontrar no encontro dessas linhas,
Ou das dos horizontes; mas, captarei
Entre os astros dos céus, nos espaços
Vazios, ou nos outros que ficam
Debaixo dos meus pés, nos espaços
Cheios, as obras de arte dos vossos
Recheios; há muita coisa ainda para
Ser desvendada, mistérios e mais
Mistérios, segredos e mais segredos, xc
Enigmas e22222222c11110000021c0xc0c0ccccccccccccc mais enigmas; íguimas e   vbvbvbvbbnx e
Um dia, farei com que a esfinge se lance
No precipício, matarei todas as charadas,
Incógnitas e conjecturas; e tal qual um
Chico Xavier, psicografarei mensagens
Dos homens e das mulheres da
Pré-história; psicografarei mensagens
De fósseis dos inícios dos universos,
Dos universos extintos e dos ecos e das
Vibrações dessas extinções; direis, és
Louco e mal sabeis que já psicografo
Bem antes de nascer e continuarei a
Psicografar mesmo depois de morrer;
Se há pessoas que criam deuses, criam
Religiões, seitas, igrejas, santos, santas,
Evangelhos, demônios, capetas, anjos,
Céus, infernos, por que não posso
Criar uma obra-prima? e não quero
Muito não, quero menos do que querem;
E não quero nem o que prometem, a
Salvação, quero somente de uma obra,
A criação; não sou assim tão ambicioso,
Uma obra só e me sentirei ser, existir,
Convicto de que, um dia ainda, vou  captar
Nas entrelinhas das paralelas as
Minhas próprias linhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário