quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Alameda das Princesas, 756, 38; BH, 0270802012.

E Sentado à beira do caminho, só Se eu
Quiser falar com Deus, As rosas não
Falam, se O mundo é um moinho; Foi
Um rio que passou em minha vida e na
Beira desse rio, Ensaboa mulata, ensaboa;
Não Vadia Clementina, Debaixo dos
Caracóis dos seus cabelos, é Força
Estranha, Como dois e dois são cinco;
Chega de saudade, Envelheço na cidade,
Homem primata, Coisas da vida, minha
Nega; Trem das onze, Passei no vestibular,
Pais e filhos, Meu sapato já furou, Com que
Roupa, é Feitiço da Vila, Conversa de
Botequim; Ouça, Só louco, A noite do meu
Bem, Jurar com lágrimas, se Já tive mulheres;
Agoniza mas não morre, Se acaso chegasses,
No meu barraco e encontrasses, de noite eu
rondo a cidade, encosta a tua cabecinha no
Meu ombro e chora; meu bem, tens que
Acreditar em mim ou vá viver a tua vida com
Outro bem; vem chegando a madrugada, na
Tina vovó lavou; tem água no mar, é maré
Cheia, minha viola vai pro fundo do baú,
Estava à toa na vida, alguma coisa acontece
No meu coração, caiu manso como a flor,
Enquanto eu corria assim, não sei porque
Você se foi; valei-me Deus, é o fim do
Nosso amo; o meu amor tem um jeito,
Coração americano; Maria das Dores, cadê
Aquela rosa que te dei? vestida de branco,
Tão meiga e tão bela; Carolina, cansei de
Pelo mundo a procurar, de noite na cama,
Pelo amor de Deus deixa ver a banda passar..

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