domingo, 21 de dezembro de 2014

Alameda das Princesas, 756, 62; BH, 070902012.

Como gosto de sonhar que estou a voar, a
Pousar em torres de igrejas, em altos de
Montes, morros, picos, cumes de montanhas;
Como gosto de sonhar que estou a voar, a
Acompanhar velhas naus nas Grandes
Navegações, a acompanhar navios piratas
Em suas batalhas e embarcações fenícias
Com suas travessias; sem brincadeira,
Até acordado, gosto de sonhar, que estou
A voar, a visitar universos em modernas
Naves espaciais; e quando estou a sonhar,
Quando durmo, não gosto de ser acordado
E quando estou a sonhar acordado, não
Gosto de dormir; e gosto de sonhar também,
Que saio do meu corpo e levito acima de
Mim, a olhar meu corpo aqui na terra lá do
Alto; e às vezes, até acredito que saio
Realmente do corpo e dou umas viagens
Pelos universos; e não vou perto não, vou
Longe, ao infinito; e não sei como não
Enterraram meu corpo, por pensarem que
Estivesse morto, pois costumo demorar
Muito nessas viajadas; numa hora dessa,
Enterram-me, ou cremam-me e não
Poderei mais voltar ao meu corpo; terei
Que ficar perdido lá pelo espaço sideral,
O que até pode ser um lado positivo,
Pois posso encontrar com muita gente
Boa que partiu na minha frente; e
Oníricamente, prefiro sonhar a viver;
Viver é para quem sabe e é muito
Complicado; e como gosto de sonhar
Que estou a voar, deixem-me aqui
Acordado, não despertem-me jamais.

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