sábado, 13 de dezembro de 2014

Alameda das Princesas, 756, 44; BH, 0310802012.

Nada ainda? nada; o sol já nasceu e o dia
Está lindo, luminoso, nenhuma nuvem
No céu e nenhuma sombra na manhã;
Perfeito, são sinais de tempos bons,
Pacíficos e prósperos e não quero
Nem lembrar do passado, daquelas
Épocas em que vivíamos tristes;
Eras ruins aquelas e mesmo se houvesse
Uma manhã igual a esta, sempre
Pairava uma dúvida no semblante
Da gente; sempre tínhamos uma
Fraqueza, uma insegurança; ou uma
Falta de confiança, ou uma falta
De garantia e o dia dava a impressão,
De não querer acabar; e que depressão,
Que medo e pânico, o dinheiro não
Dava para nada e a mesa era só
Pão, arroz, feijão, farinha, água e olha
Lá; roupa nova nem pensar, frutas,
Carros, eletrodomésticos modernos
Eram luxo; então, cá comigo, sinto
Na alma um renovar, um fluxo de vida
E tu? também, percebo sentir a mesma
Coisa e numa manhã desta, a vontade é
De viver cada vez mais; que fazes tu na
Vida? nada, escrevo versos ao léu e
Tu? também não faço nada, persigo um
Ser em que sou presa dele e ele não me
Dá o devido valor; já nos conhecemos
De algum lugar, não me és estranho e
Apesar de não teres entranhas, és
Familiar a mim; claro, pois não sou a
Tua sombra, teu estúpido.

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