- Viajante, quem és?
Vejo que segues teu caminho sem desdém,
Sem amor, com olhos indefiníveis, úmidos
E tristes, como uma sonda que, insatisfeita,
Voltou das profundezas à luz - o que teria
Procurado lá embaixo? - com um peito que não
Suspira, um lábio que esconde seu desgosto,
Uma mão que só agarra lentamente: quem és tu?
Que fizeste?
- Repousa aqui: este local é hospitaleiro para
Todos - repousa!
E quem quer que sejas, fala-me do que então
Tens vontade?
O que pode te reconfortar?
Fala: o que tenho, eu te ofereço!
- "Reconforta-me?
Reconforta-me?
Homem curioso que és, que dizes!
Deixa-me, eu te peço!
- O quê?
O quê?
Fala!"
- "Uma máscara mais!
Uma segunda máscara!"
Nenhum comentário:
Postar um comentário