sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Se eu tiver um dia; BH, 0801101999.

Se eu tiver um dia,
De acarretar a infelicidade,
De quem quer que seja,
Preferiria morrer;
Jamais quereria ocasionar,
Uma dor profunda,
Um desgosto ou uma ilusão,
Por menor que seja;
Sou mais de acarrear meu coração,
Em pró de um outro, e
Carrear meu ser,
Para que outro sobreviva;
E sofrer o acarreio do destino,
Incongruente e cruel,
E seguir acarretado de lágrimas,
Servir de peça de artilharia,
Colocado em carreta na estrada,
Para que enquanto choro,
Outros possam rir em meu lugar;
Se tiver um dia,
De ser o acarretador,
De mágoa e amargor,
Levar uma acarretadura à humanidade,
E ao ser humano,
Um acarretamento de transgressões,
Prefiro deixar de existir;
De saber que o sol,
Todo dia vai nascer,
O céu vai ser azul,
E à noite a lua,
E as estrelas vão brilhar;
Prefiro deixar de sentir a brisa,
Sentir o amanhecer e
O meu próprio despertar;
E morrer todo santo dia de acatalepsia,
E da impossibilidade de compreender;
E ter a negação de qualquer certeza,
A dúvida sombria e densa,
Que nem a luz penetrante,
É capaz de dissolver.

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