quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A brisa; RJ, 060501995.

A brisa
Fria da noite
Toca o meu corpo;
Arrepio-me de frio,
Não tenho agasalho,
Não tenho cobertor;
Sou menino de rua,
Criança
E já mendigo;
Vivo de esmolas,
De caridade e furto;
O estômago dói,
A maconha ajuda,
A cola me cola,
Prende-me na sola,
Das botas da polícia;
A cocaína me ajuda,
A sociedade me marginaliza
E o grupo de extermínio,
Caça-me como se eu fosse,
Um animal raro;
Ao ser cada vez mais,
Um grande número em evidência,
E que até do governo,
Enchi a paciência.

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