sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sou uma mulher carente; RJ, 0260501995.

Sou uma mulher carente,
Mal amada e sem carinho;
Tranco-me dentro de mim,
Não abro-me a ninguém;
Sou uma mulher perdida,
Ninguém achou-me;
Meu sangue secou-se,
Meu pranto evaporou-se
E ainda estou,
Lançada no seio da vida,
Sem encontrar um braço forte,
Que ampare minha queda,
De encontro à morte;
Sou uma mulher sem sorte,
Minha boca nunca foi beijada,
Meu corpo nunca foi acariciado;
Nunca fui possuída,
Homem nenhum me quer;
Todos olham-me de longe,
Correm de medo de mim,
Sabem que sou mulher carente,
Sabem que sou necessitada,
E torno-me fácil,
E mesmo assim não querem-me;
Passo despercebida e só,
Coração a pulsar,
A bater loucamente,
Ao primeiro olhar de consentimento,
Entrego-me toda,
Só por um carinho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário