sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

De que que vou morrer; RJ, 0401201987.

De que que vou morrer,
Talvez até morra de câncer,
Em algum lugar do corpo;
Talvez nem morra,
Sofra até o final;
Aids mete-me medo,
Lepra é possível,
Tuberculose não sei;
De que que vou morrer?
Assassinado não quero,
Atropelado também não;
Morro do coração,
A melhor morte que existe;
Tu já pensaste,
Morrer matado,
Pelo principal órgão do corpo,
O centro da emoção,
Da felicidade e da paixão;
O órgão máximo da máquina,
Para de funcionar
E vais para o beleléu;
Graças a Deus,
Graças ao Diabo,
Quem habita o meu ser?
Não sei, não posso saber;
Nem eu que habito,
Meu próprio ser,
E continuo a perguntar,
De que devo morrer?
Pois a coisa mais certa,
Que sei,
É que no segundo próximo,
E devo morrer,
Não sei de que.

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