sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sou um menino chorão; BH, 0401101999.

Sou um menino chorão,
Perdi pai, mãe e irmão;
Dai-me um acalenta-menino,
Uma espécie de feijão,
Usado na alimentação de crianças,
Que não vou,
Chorar mais não;
Vou ficar acalmado,
Calmo igual ao céu azul,
Sossegado como o campo verde,
Tranquilo igual ao vento,
Moderado igual ao santo,
Quieto e a dormir no meu berço;
Longe do acalipto tenebroso,
Serpente venenosa e hidrofídea,
Que gosta de comer,
Menino chorão passarinho,
Que caiu no açalpão
E quebrou a asa no alçapão;
E que só quer agora,
Levar uma vida acálice,
Um destino acacilino,
Sem o cálice do sofrimento;
E, levanta dessa cama, acamatanga,
Não acambulha mais, acamutanga,
Deitar de cambulhada,
Acamar só o pão nas searas,
Um sobre outro;
Levanta-me deste chão,
Já estou inclinado, acambulhado demais;
Sinto-me acâmato, forte,
Dotado de organização robusta
E de músculos rijos, pega aqui.

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