sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Nunca vou perder; BH, 0401101999.

Nunca vou perder,
Este meu jeito acaipirado;
Sempre fui feito caipira,
De maneiras acanhadas,
Modo amatutado,
Tímido e acanhado;
Calado e mudo comigo,
Perco a voz e a fala,
Na hora que
Mais preciso delas;
Tremo e gaguejo,
Sou uma vergonha, só;
E penso que mesmo,
Se fosse acaico,
Da Acaia, na Grécia,
Seria do mesmo jeito,
Que sou aqui;
Só não seria se fosse,
Um acaléfico relativo,
Aos acalefídeos ou acaléficos,
Espécime e classe dos celenterados,
A quem pertence as grandes
Águas-vivas Cifozoárias;
Aí não teria problemas,
Não teria complexos,
Nem dogmas e nem religiões;
Não teria tabus e nem medos
E esqueceria eternamente,
Esta vil covardia,
Que não deixa-me libertar-me;
E faria parte da acalefologia,
Pedaço da zoologia acalefológica
E viveria feliz para sempre.

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