depois de usado velho alquebrado
fui posto ao canto de lado oculto da
luz do sol da luz da lua separado
das pessoas apartado do meio
ambiente depois de estragado fui
acantoado por todos esquecido
abandonado posto de castigo sem
ter merecido chorei de dor de terror
quando era jovem era tão acantonado
encantado distribuído por cantões a
conquistar aldeias a transformar virgens
em santas mulheres hoje não sirvo mais
ninguém quer dispor de mim encantonar
comigo como antigamente aproveitar
de mim para tropas estacionar em
diferentes lugares só me mandam
para o descanso para mim é a morte
não quero hoje morrer agora tão cedo
mesmo eriçado de espinho como um
acantóforo pretender inda a amar
muito bem melhor não quero que
meus frutos se transformem em
acantocarpos sejam iguais a mim
cobertos de espinhos
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