terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

És doido que fazes aí acocorado; BH, 0701102012.

És doido, que fazes aí acocorado,  
A querer botar ovos? há tempos que 
Observo-te do nada e não sais 
Dessa posição, que tens tu? estou a 
Espionar o universo e a assuntar o que 
Os ventos têm a dizer; mas um palavreado
Arcaico, já esquecido hoje; é a fala 
Dos meus ancestrais, os sentimentos e os 
Sentidos das minhas avós e dos meus
Avôs; antiquado, todo o teu jeito é 
De coisa antiga, fora de moda e fora 
De uso; disseste-o bem, o modernismo
Inibe-me e procuro sempre deslocar-me
Para a pré-história, a idade da pedra,
Seus costumes e usos; percebo que és
Louco, não tens nada mais importante a 
Fazer? teria se tivesse a percepção que tens,
Mas, nem essa percepção inútil consigo ter
E deprimo-me; se fizesses algo para o
Desenvolvimento e a elevação da humanidade,
Serias mais útil e terias mais fertilidade;
Falta-me compostura, não vês? falta-me
Ato e fico atado a imaginar a vida
Adversa dos espíritos das cavernas, por isso,
Assim tão deslocado; até pensei que 
Fosse um xamã, quando o vi assim,
Agachado, a rumorejar, como se fizesses
Uma reza indecifrável; aprecio os 
Índios, os pajés e os sacerdotes com seus
Exercícios e danças, aproxima-me da 
Terra, das matas e da natureza e 
Afasta-me das incongruências da vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário