terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quereis desculpar-me e pensei que hoje; BH, 01501102012.

Quereis desculpar-me e pensei que hoje,
Proclamação, fosse escrever algo digno de 
Vivo, de republicano, de federalista e 
Pergunto-me: o que poderia escrever hoje,
Neste feriado, a não ser o que não 
Quero escrever? quem escreve, nunca
Escreve, o que quer escrever; e quem
Diz que escreveu o que queria escrever,
Mente; e todo escritor é uma mentira
E se vem da mente, até chegar ao 
Papel, com a maior ira, o escritor 
Escreve a verdadeira mentira; o 
Pobre do ledor, enganado, iludido, bem
Que tenta decifrar as insanidades que,
Encontra em cima das linhas; visualiza
As letras, visionário com as palavras,
Decifra as frases, desvenda os períodos,
Sente as sentenças, em busca de um 
Prazer moderno, mas encontra algo tão
Antigo, tão feudal, que deixa num 
Canto o espectro que não lhe causou 
Choque sobrenatural, fantasma que não
Assusta mais, bicho que não mete medo;
Sabeis daquela comida mastigada que, o 
Pregador tinha que engolir, quando o 
Cacique a mastigava e colocava na boca
Dele, para dar a permissão de pregar na 
Tribo? é assim a escrita atual, comida
Mastigada, digerida, é só engolir;
Depois é ficar com a barriga vazia e a
Cabeça oca, um vácuo de desanimar ao 
Constatar que nada muda, se a escrita não mudar. 

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