domingo, 7 de fevereiro de 2016

O que perguntas não posso responder-te; BH, 0501102012.

O que perguntas não posso responder-te,
Não sei respostas, só sei perguntas; nem
Da tua vida, teu destino, teu tempo? nada,
Vida não tenho, destino não tracei e 
Tempo perdi há muito tempo; e o que 
Procuras agora, assim, ansioso, com angústia
E agonia? o que não vou encontrar, pois,
Não fui abençoado, não nasci com sorte
E tudo que conheço e sei é azar; nas 
Abóbadas celestes, se as vistas alcançarem,
Há poemas, há poesias, coisas belas a se 
Deslumbrarem; essas coisas são para seres
Loucos, bêbados que vivem a sonhar,
Seresteiros a cantar chorosos ao luar; 
Obstina-te ao não abraçar a percepção, 
A imaginação é bela e a inspiração
Transforma qualquer um em imortal, 
Sabia disso? não, sei que nada não sei
E deplora-me o saber e então não 
Respondo e pergunto por resoluções, 
Por soluções, que não encontrarei em 
Mim; não perguntarei mais nada e 
Seguiremos ao longo da estrada, na 
Nossa perambulação, vadiaremos pelos
Campos em flor, cantaremos, dançaremos, 
Relembraremos casos e beberemos água 
Do regato e do riacho do bosque; sim, 
Façamos isso, divirtamos como os 
Passarinhos, baloucemos como as
Flores, trabalhemos iguais às formigas;
Sim, é isso, riamos juntos, abramos as
Bocas, achemos graça juntos à natureza;
Deitemos na relva de olhos arregalados 
A engolirem o firmamento, caiamos 
Dos céus e responda-me: quem és tu?

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