segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Tudo que passares a um papel; BH, 0901102012.

Tudo que passares a um papel,
Por mais reles que seja o papel, que 
Não seja um papiro, ou que não 
Seja um pergaminho, passes 
Apenas o que eleva às alturas das
Estrelas, as letras e as palavras do
Manuscrito; passes de forma que,
Essas letras transformem-se em
Ouro puro e as palavras em diamantes;
Escrevas de forma que te sintas
Um Midas, um escriba das altas
Cortes romanas, ou um mestre das 
Clássicas escolas gregas; o pepel em
Si é o de menos, a pena idem,
O importante é o instrumento e 
O espírito que move esse instrumento;
Um espírito nobre, altaneiro, certamente,
Deixará nos movimentos desse instrumento,
A performance mais perfeita que olhos
Privilegiados pousarão as vistas; no 
Mais, paciência, e tolerância, cadência e 
Ritmo e nudez, nudez franciscana,
Nudez da ansiedade, nudez da angústia
E nudez da agonia, do triunvirato da 
Estupidez e da fortaleza da ignorância;
E pérolas brotarão e joias jorrarão de 
Jarras, de cântaros, de talhas das naves
Celestiais e dos organismos do manto da 
Terra e dos intestinos dos abismos 
Colossais, as fendas formadas para 
Irradiar a luz das estrelas que, caíram
Nos colos das raparigas virginais.

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