terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Há quem diga que é o mais do mesmo; BH, 0701102012.

Há quem diga que é o mais do mesmo
Que, a poesia não é mais poesia e que,
O poema é o mais do mesmo; há quem 
Diga tanta coisa e não pega uma 
Canção para cantar; não oiço em 
Meus ouvidos entupidos, aquelas velhas
Canções; há quem diga que o tempo 
É o mais do mesmo e não vê 
Novidade no vento e nem tira o 
Vento para dançar; vento, qual foi 
O último bailarino que bailou
Contigo? qual foi o último dançarino
Que dançou contigo? música não
Nos falta, os trovões estão aí; luz não 
Nos faltará, os relâmpagos, os raios,
Nos iluminarão; o ambiente está 
Propício para festa, o que nos falta a
Não ser começarmos o baile? há quem
Diga que a poesia é o mais do mesmo,
Por não ser capaz de conviver com a 
Poesia e a poesia é viva, é um ser,
Sente; pode faltar-me tudo na vida,
Até o que nunca irá faltar-me, mas,
Se passar um dia sem poesia, 
Não passei um dia; para qual ouvido
O barulho da chuva não é música? será
Que há quem fale que não vê poemas 
Nos relâmpagos, nem versos nos raios,
Ou odes nos trovões? há quem diga muitas
Coisas, eu que não digo nada; quem 
Tem todo um universo para sondar, como
Uma nave, tem o que para dizer,
A não ser o mais do mesmo.

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