quarta-feira, 22 de julho de 2015

MIKIO, 187; BH, 050602013.

O que reges tu, meu coração, ou
Pelo que és regido? és uma orquestra
Sem regente, maestro, condutor;
Tuas sinfonias não são filarmônicas,
Teus concertos não são clássicos,
Cada instrumento toca um acorde,
A mostrar a desarmonia que és; o
Que por acaso entendes por sentido?
Tens algum sentimento reconhecido?
Ou escondido na alma? ou inda
Desconhecido até de si próprio? o que
Tens tu, meu coração forasteiro,
Estranho para mim? quais as respostas
Poderias apresentar-me, estou quase
A abandoná-lo por aqui, em outro
Peito e tu, nem sequer emociona-te,
Não demonstras contentamento,
Ou por minha partida, ou por tua
Sorte de ficares por aqui, a bater em
Outro corpo; meu coração não é meu,
Não o conquistei, não demonstrei
Simpatia, acessibilidade e ele
Simplesmente gelou; apagou qualquer
Chama de resistência e exilou-se
Nas cavernas mais tenebrosas e de lá,
Renega-me, não cadencia-me, não
Reconhece-me e falha-me na
Hora em que mais preciso de força;
E deixa-me a tremer sem fôlego,
A arfar e quando faço uma ausculta,
Tenho a impressão que parou de
Bater; todo dia este meu coração
Diverte-se, brinca de fazer-me morrer.

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