quinta-feira, 9 de julho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 67; BH, 0140702012.

Não quero saber de descansar, nem
Quando morrer e se alguém pensar, que,
Ao morrer descansarei, está muito enganado,
Perturbarei a todos com o meu espírito
Indesejado; não me chamais às vossas
Casas a descansar; minha alma não quer
Saber de repouso, nem quando meu ser
Já estiver no limbo, feito um fantasma,
A arrastar correntes e a assombrar sombras
E assombrações e a assustar silhuetas e
Simulacros dos desesperados, que, em
Vida, se desesperavam pela vida;
E névoas, desesperam-se por não mais
Terem a vida; e quero entrar em transe,
Quero ter delírios, devaneios e ser onírico;
Quero ter espasmos, convulsões, calafrios
E tremedeiras e quero ter ilusões e até
Desilusões; quero ter sensações, vibrações
E reverberações, mas, descansar, não,
Nunca, ânimo, sim, muito, disposição e
Energia; fogo demais e fôlego também,
Chama viva, faísca, fagulha, centelha,
Sangue nas veias; e presença de físico,
De corpo e de espírito, de alma e de ser,
Presença sempre, de sabedoria e de
Valor; presença sempre, mesmo sem
Ser presente, sem querer demonstrar,
Mas, que só o fato de estar onde estiver,
Denote o ato da presença igual a da luz.

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