terça-feira, 14 de julho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 2a; BH, 080302012.

É complicado, é um enredo que Poirot não
Resolve e nem Sherlock Holmes; é
Intrínsseco, enraizado no âmago, o DNA
Não mostra o resultado e o genoma não
Revela antepassado; é embaraçado, pior
Do que uma Conjectura de Poincaret; o
Teorema de Pitágoras vira pinto e de que
Fala, não sei; louco não fala e quando fala
Nada tem para dizer, pois, não é abençoado,
Não é batizado e todos os deuses fogem
Dele; os santos não baixam e os demônios
Escondem-se desesperados nas profundezas
Dos seus infernos; é complicado, o louco
Rasteja no corredor do hospício, emite
Uivos desumanos como um anticristo, um
Ateu, um niilista, um agnóstico convicto que,
Lança-se nu nos penedos, a deixar pedaços
Frescos de carne nas pontas rochosas
Molhadas pelas águas do mar no antigo
Fundo do oceano antigo do atual deserto de
Atacama e de todos os desertos que, foram
Fundos de rios, lagos, lagoas; e o louco
Inventa o que ninguém inventa e é complicado
Entender a invenção desprovida de raciocínio
Lógico, é complicado descomplicar e
Descodificar a mensagem do louco, todas em
Senhas secretas, códigos misteriosos, falhas
Tectônicas que causam desestruturações e
Abalos sísmicos que geram novos universos,
Novos desprendedores de energias vitais: a mão.

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