terça-feira, 27 de setembro de 2011

Na cabeça trago uma anguzada; BH, 01º0502000.

Na cabeça trago uma anguzada,
Uma mistura de coisas, confusão
De ideias e de ideais; uma mescla,
Vivo na intriga e no mexerico;
Na reunião desordenada de pessoas,
Que nada têm a ver comigo;
Meu espaço de locomoção é angusto,
Apertado devido à minha timidez
E estreito por ser tão mesquinho;
Meu bico é muito estreito e agudo,
Angustirrostro e minhas asas
Angustípenes e ninguém tem,
Nenhuma pena de mim: nem eu;
E como tudo em mim é angusti,
Do latim angustu, elemento de
Composição vocabular com
Ideia de estreiteza angustiada;
Nasci aflito e agoniado
E de coração atribulado;
Angustímano de mãos,
Angustifólio e angustifoliado de folhas
E angustidentado de dentes;
E nem sou suplementar, pois a
Minha soma não vale 180°;
E sem ser correspondente, por
Não ser formado por uma secante
E duas paralelas, e nem ser interno
E nem externo, do mesmo lado da
Secante, mas não adjacente;
E o espelho reflete o bico angulirrostro,
E o pescoço angulícolo
E o coração um angulete;
E dentro deste ângulo diminutivo,
Cavidade talhada em ângulo reto,
Porém escrevo da mesma maneira,
Que Dali pintava uma tela
E enxergo as frases da mesma maneira,
Que Dali enxergava uma paisagem.

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