quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Não tenho as sementes; BH, 01º0502000.

Não tenho as sementes,
Revestidas do pericarpo distinto;
Não sou angiospermo e me
Anglicizar é perda total de tempo,
Anglizar num comportamento
É me violentar; e eu não
Quero me submeter à influência
Inglesa; é de encher o saco os
Anglicismos dessa linguagem;
Não tenho inveja do que é ânglico,
Inglês ou anglo, nada vai me anglizar;
Dar-me feição inglesa, me tornar inglês;
Que me perdoeis Shakespeare,
Henry Fielding, Bertrand Russel,
D H Lawrence, mas não sinto anglofilia;
Não sinto amor a tudo que seja vossos;
Não sou anglófilo e nem amigo
A vossos costumes; penso que até
Sofro de anglofobia, ódio à Inglaterra;
Penso que sou anglófobo e sou
Favorável à independência da Irlanda;
Não quero passar por imitação
Exagerada e nem ter paixão desenfreada,
Como na anglomania da maioria;
Não sou anglomaníaco e nem o
Anglo-normando que se fundiu
Com saxão, e nem anglo-saxão;
Sai de mim anglo-saxônico;
A história mostrou muito bem
A Inglaterra na Índia, África,
Brasil, em Minas Gerais e em outros
Países mais; e a bem da verdade,
Eu estou mais para angolense
De Angola, o natural e habitante angolano;
Sou mais é uma angolinha,
Uma galinha d'angola ou
Uma planta forraginosa.

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