terça-feira, 15 de outubro de 2013

As obras das minhas mãos; BH, 0601002013.

As obras das minhas mãos 
São minhas, e dos meus verdadeiros
Amigos, que falam-me de boca
Aberta, francamente, a olhar-me
Nos olhos; amigos de sorrisos
Escancarados, que embebedamos
Juntos, nos embriagamos juntos;
Amigos raros, que já não se
Fazem mais: aonde andarão
Meus amigos de copos? tantas
Noitadas, tantas madrugadas;
Alguns sei que morreram, bem
Como, morri também; outros,
Inda em suas instâncias, resistem
Bravamente; gladiadores, e sei
Que muitos bebem por mim; infeliz
Quem não tem um amigo para
Chamar de seu; aquele amigo que
A gente xinga, dá esporro, leva
Esporro, depois enche o copo,
Brinda, dá um sorriso, está tudo
Certo; gosto de beber com meus
Amigos, dão-me ouvidos, dão-me
Ombros, dão-me mãos, e pés a
Levar-me, quando faltam-me os
Meus; oh, meus bons camaradas,
Velhos companheiros, nenhum
Joga nada na cara do outro, pois
Quem faz isso, é banido da confraria;
Êh, rapaziada de fé, galera da paixão,
Cada um com um bela história de
Mulher; e risos, muitos risos, e
Gargalhadas, vantagens, muitas
Vantagens; amigos são assim,
Heróis, super-homens, são bons em tudo.

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