quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Depois que faço as coisas; RJ, 02201101996.

Depois que faço as coisas,
Não gosto nem de olhar para ver;
É igual a uma comida,
Que faço sem provar,
Não sei o tempero,
Não sei o gosto
E nem sei o sabor;
Da mesma forma,
Faço qualquer coisa,
Não importa o que,
Esteja a fazer;
Mesmo que não tenha tema,
Não tenha conteúdo,
Não tenha nada,
Seja vazio igual a uma cabeça,
Seja duro igual a um coração,
Seja fraco igual a um homem,
Continuo a ignorar,
Pois ao ser ignorante,
Medíocre e insensato,
Não ter a sensibilidade adequada,
Para ficar indignado
E fazer algo pela humanidade;
Veja a África,
Estou castrado;
Veja o Oriente Médio,
Estou empalado;
Veja o Leste europeu,
Estou abismado;
Veja tudo,
Veja o Brasil,
Estou entristecido.

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