sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

E me lembro; RJ, 01801101996.

E me lembro,
Era uma gaiola velha,
Ficava jogada,
No fundo do quintal;
E era menino,
E pedia para mim,
Aquela gaiola velha,
À dona Adelina,
Vizinha nossa de rua,
Parede e meia,
Mulher de sargento Armindo,
Pai do Guarani,
Meu amigo de infância;
Pedia a gaiola velha,
E ela não me dava;
E continuava a pedir,
A encher o saco dela,
Como faz todo menino;
E ela resolveu me dar a gaiola
E foi aí que percebi,
Que a gaiola velha,
Era velha demais;
E foi até bom,
Não prendi passarinho,
A gaiola não prestava,
Ou talvez prestasse muito,
Em vez de prender passarinho,
Servia para deixá-lo solto;
Era uma gaiola velha,
Gaiola boa.

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