sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Uma humanidade tão ordinária; RJ, 02401101996.

Uma humanidade tão ordinária,
Acobertada por céu tão azul,
Cercada por verdes bonitos,
Em copas de frondosas árvores,
Flores primaveris em jardins,
De borboletas coloridas a voar:
Merece a humanidade tal riqueza?
Ao ser representada
Por ditadores facínoras,
Políticos corruptos,
Assassinos sanguinários,
Exploradores de crianças e mulheres;
O que merece a humanidade,
A não ser as covas bem fundas,
De sepulturas cobertas,
Por criptas invioláveis,
Para que nunca mais saia delas?
Olhem os passarinhos,
A natureza toda,
A fauna e a flora;
Olhem ao redor,
Sintam se a humanidade,
Merece este paraíso?
Polui por onde passa,
Arrasa e mata e destrói,
Extermina a si mesma;
Humanidade autofágica,
É o próprio fim.

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