terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quero a pasta encefálica; RJ, 0110801993.

Quero a pasta encefálica,
Para passar no pão de paralelepípedo,
Como se fosse patê;
Quero esmigalhar a mente,
Debulhar o cérebro como se fosse milho
E fazer pipoca na esquina da rua;
Quero esmiuçar a cabeça,
Para desvendar o abismo,
Que é esta imensidão,
Em cima do pescoço;
É necessário saber,
Qual hemisfério usar;
Usar os dois hemisférios
Ou usar um só;
Cobrar de porta em porta,
De cada célula composta,
Uma ação e movimento,
Sem deixar entrar vento,
Para não causar colapso;
Vibrar até atingir o diapasão;
Raptar os ecos mentais,
Na linha da transformação,
Na linguagem telepática,
A neurolinguística genética;
Cansar cada neurônio,
Na maratona infinita,
Do pensamento paralelo;
E se vivesse todos os anos-luz,
Não atingiria nem uma parte;
Mesmo se usar a velocidade da luz,
Não chegaria nem à metade;
O percurso é a eternidade,
Longo e imaginário,
O outro lado de saída,
De um buraco negro.

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