sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Não me preocupo em fazer uma obra-prima; RJ, 060301995.

Não me preocupo em fazer uma obra-prima,
Não me preocupo em fazer um clássico,
Não me preocupo em fazer uma obra de arte;
Preocupo-me em ser normal,
Ser humano mediano,
A falar sobre o cotidiano;
Sem inovar nada,
Nada é novo,
Tudo é todo;
O que imaginar em pensar e fazer,
Milhões já estão a penar e a pensar e a fazer,
Antes mesmo de começar;
É melhor meu caminho trilhar,
Buscar a luz do sol,
Das estrelas e do luar;
De dia um beija-flor,
À noite um vaga-lume,
Vagabundo pirilampo,
Ou um morcego,
Ou uma coruja,
Uma mariposa,
Qualquer ser noturno,
Que vaga na escuridão;
Inda estou para parir,
Se tiver de ser um clássico,
E terá porvir;
Se tiver de ser uma obra-prima,
Abençoada e aceita,
E bem será;
Se tiver de ser uma obra de arte,
As galerias mentais a exporão
Em suas paredes eternas;
O negócio é não me preocupar,
Deixar fluir,
Igual água,
A jorrar na fonte.

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