domingo, 29 de novembro de 2015

Ai que saudades das madrugadas; BH,0190702013.

Ai que saudades das madrugadas
Chuvosas, dos noturnos nebulosos,
Das noites de trovoadas e relâmpagos;
Ai que saudades, meu bem, dos
Beijos quentes que não sinto mais;
Gostava de namorar, e depois,
Correr para a casa, sentar à varanda
E transformar em poesias, os beijos
Que tu me concedias; e eram
Nas noites em que chovia,
Que mais poemas colhia,
Dos pingos da chuva que caia;
E eram noturnos atrás de noturnos
E madrigais atrás de madrigais
Que, quando dava por mim,
A aurora já vinha a romper as
Entranhas para o dia nascer;
Ai que saudades dos orvalhos e dos
Serenos, das névoas e das brisas;
As vidraças embaçadas, as luzes
Lúgubres na cidade silenciosa;
O bairro deserto, a rua sombria e
Tudo parecia tão longe que,
Até pedia para não nascer o dia;
É que nasci para a noite, nasci
Para a orgia, para a vida de boemia;
O que acontece comigo agora, não
Passa de uma ironia, um estado de
Violação que, é o de aquietar o meu
Coração, personagem, protagonista,
Ator principal daquelas noites,
Daqueles noturnos do temporal.

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