quinta-feira, 5 de novembro de 2015

MIKIO, 8; BH, 030202013.

Não tenho nada para fazer, como sempre e
Tento colocar alguma coisa nesta folha de
Papel pautado; mas, meus instintos não
Respondem, meus intestinos travaram,
Meus estímulos não estão estimulados e
Minha intuição está sem sentido; lá no
Fundo da memória, busco e rebusco e
Encontro a pedra onde há o tal sapo
Debaixo dela, com o meu nome escrito
Num papel costurado dentro da boca dele;
Tenho a maior pena desse sapo, como
Que uma pessoa pode fazer uma
Barbaridade dessa? costurar a boca dum
Animal e deixá-lo preso debaixo duma
Pedra? é muita maldade que, culpa tem
O pobrezinho do sapo? quem quer
Acabar comigo, teve, tem, ou terá várias
Maneiras, sem precisar de recorrer a
Absurdos como esse; e não acredito em
Despacho, macumba, quibanda de
Umbanda, não acredito em nada disso;
E aí, dia de domingo é assim, parado,
Se morasse no Rio de Janeiro, estaria na
Praia, a tomar tulipas de chopp da
Brahma, bem geladas, como nos velhos
Tempos; antes de morrer, quero voltar
Lá, andar nos calçadões, ver a beleza
Infinita das morenas cariocas, matar a
Saudade da bela cidade maravilhosa
Do Rio de Janeiro; cara, é um saco
Ficar aqui, parece um cemitério, não
Ouve-se uma música, um samba sequer;
De vez em quando um latido, um ruído
De automóvel; e nada, nem uma canção,
Puro marasmo, só as saudades das
Ondas a quebrarem nas pedras.

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