terça-feira, 17 de novembro de 2015

Quem olha um risco pode ver muitas coisas; BH, 0120702013.

Quem olha um risco pode ver muitas coisas
E há quem olha muitas coisas e não vê nada,
Nem um risco, ou só um risco; e é por isso
Que tudo começa com um risco e não
Termina com um risco; e há quem olha para
Um risco e diz que tudo começa com um
Ponto e que um risco é a reunião de vários
Pontos e que sem os pontos, não haveria o
Risco; há muitas conjecturas neste universo
E nos outros universos: e quantos universos
Há num risco, ou como queiram alguns,
Num ponto? não viverei às turras por conta
Dum ponto, ou dum risco; viverei por conta
Dum cisco e há quem olha um cisco e
Enxerga um rico e há quem olha um rico e
Enxerga um cisco; e é a vida um risco, um
Ponto, um cisco, um rico, um lixo, um luxo?
É o que determinar um ângulo de visão, é o
Peso do ponto de vista na balança, que
Sempre pende para o lado do rico; e é o
Rico sustentado nas costas da pobreza que
Sustenta a balança e olha para isso e pensa
Que é normal; não aprendeu a olhar, a
Distinguir no cisco, que o rico nunca será
O risco que homenageia o nosso olhar.

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