terça-feira, 17 de novembro de 2015

De todas as fichas que a vida deu-me; BH, 0100110702013.

De todas as fichas que a vida deu-me,
Nenhum tento consegui marcar e
Perdi para o jogo da vida; e das
Folhas e dos cartões soltos onde
Escrevi as anotações para ulterior
Classificação, ou pesquisa, nada se
Aproveitou; venceu-se o cupom do
Meu destino, a data de validade do
Cupão que registrava-me,
Classificava-me, deteriorou-se; e
Despregado do fica, passei pela vida
Sem elementos de composições
Eruditas; e em etapa alguma, como
Um anônimo, passei sem fichar uma
Aventura; e como fazer para anotar
Um feito sem ter feito o que registrar?
As minhas gavetas eram fichários
Vazios, coleções de ficheiros sem
Utilidades, devidamente,
Desclassificados; e no futuro, quando
Forem encontrados, alguém, dirá: um
Que nunca teve nada para anotar, uma
História para contar, um romance
Para viver; e se no além for designado
De bulha, me deixarão privado de um
Canto bem sossegado; e aí, era tarde
Para remorso e mais tarde para
Arrependimento.

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