domingo, 15 de novembro de 2015

Não darei a volta por cima como todo; BH, 040702013.

Não darei a volta por cima como todo
Mundo dá, não superarei e aquela
Dor que dura para sempre e bem que
Nunca acabe, comigo não prevalecerá;
Não sacudirei a poeira, ela será o meu
Enfeite, meu fato novo, meu traje de
Gala, meu vestido a rigor; e a outra de
Que há males que vêm para o bem e
Bem que vem para o mal, só acontece
Assim: o mal quando vem, é para o
Mal mesmo e o bem, nunca vem;
Nem para iludir-me um pouco, para
Fazer-me parecer um movimento, ou
Um momento, ou pelo menos um
Pensamento; não começarei tudo
Outra vez, falta-me confiança, as
Deficiências causam-me insegurança,
A apalavra que falta-me, impede-me
A garantia; fraquejo caquético e o
Vento ao encontrar-me tão frágil,
Lança-me a todos os cantos; e
Afogo-me com os pés em pedras
Firmes e quem olha de longe, pensa
Que afundei sob as águas, quando
Na verdade afundei, mas com os
Pés em rochas; não, não terei fé
Nunca, coragem, nunca terei, não;
E é fato consumado, é fato findado,
Última cena, o último de tudo; não
Vencerei nada e negarei todas as
Certezas, enganarei a todos e não
Perceberão nunca minha bruxaria.

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