segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Limitado e coloco a palma da mão; BH, 0150702013.

Limitado e coloco a palma da mão
Na minha frente, qualquer uma
Delas e não a transponho; limitado,
Não dou um salto à frente do
Meu nariz; campo de visão estreito,
Saio para o fogo, abafo o fogo e
Perco o fôlego; limitado, nunca vi
Espírito mais desanimado, a deficiência
Do físico, contaminou a alma e o
Ser, mesmo com motivo de força
Maior, não aparenta ânimo; quantos
Artefatos perfeitos poderiam ter sidos
Feitos? quantas obras, frutos da vontade
E da curiosidade, poderiam estar
Em benefício da humanidade?
Nem precisa ser uma Teoria da
Relatividade, ou uma das Leis de
Newton, um engenho bem mais simples,
Um feito mais modesto, desses que,
Entulham museus e exposições,
Ou bibliotecas, livrarias e sebos; se
Não fosse a limitação e um pouco mais
De empenho, emprego de vontade,
Não passaria em brancas nuvens
Pela vida; não ficaria a criar barriga,
Sem ambição, sem cobiça; é preciso ter
Potência em querer deixar uma
Marca de poder; é nobre querer deixar um
Marco, mesmo que não estejamos
Nele e uns vindouros, poderão saber,
Que, demos um passo além do limitado.

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