terça-feira, 3 de novembro de 2015

MIKIO, 10; BH, 030202013.

Desespero-me à toa, entro em pânico
E em ansiedade; e penso que seja
Doente, tudo causa-me depressão
E sinto-me fragilizado, inseguro,
Intranquilo e sem confiança; sinto-me
Sem segurança e mesmo sem
Garantia; a coragem que não tive,
Desaparece e é só a covardia que,
Conheço desde que penso que existo;
E só não posso é beber, quando bebo,
Tenho até alguma fase de euforia,
Uma falsa autoestima, mas, depois
Que passa, a realidade é outra; a
Realidade é o medo da realidade, do
Futuro e é saudado por mim mesmo;
Mas, é assim que sei viver e que
Devo viver e é aqui que devo; posso
Até vagar por milhares de mundos
Universais afora, mas, é aqui que
Estou plantado; meu tronco
Enraizado nesta terra e aqui jazo,
Até o dia do juízo final, ou o dia em
Que aprender alguma coisa de útil à
Humanidade; e a única coisa que sei
Fazer é não parar quando começo a
Beber, não sei parar; e quando
Começo a comer, também não sei
Parar; e há muito tempo moderação
E educação não são comigo; mas, é
Assim que devo terminar os meus
Dias; fazer o quê? pelo menos
Fisiologicamente preciso viver; e
Viver duma maneira, ou doutra
E ainda que a outra, não seja viver;
E se penso que deve ser assim,
Assim será, fazer o quê?

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