domingo, 8 de novembro de 2015

MIKIO, 5; BH, 01º0202013.

Nada caiu do céu, nem uma estrela,
Um sol, uma lua; nada caiu do céu,
Nem um cometa, um meteoro, ou
Um meteorito; esperei em vão que,
Algo caísse do céu hoje e fiquei
Frustrado; nada caiu do céu hoje,
Nem um planeta pelo menos, ou
Um outro astro qualquer; bem que
Poderia cair para mim uma constelação,
Ou uma galáxia, ou aglomerados
De universos; nada caiu do céu até
Agora, o horizonte continua lá
Firme e as paralelas na viagem
Sideral e não trazem uma poeirinha
Cósmica quando retornam; bem
Que poderia cair para mim agora,
Uma tempestade solar, ou o raiar
Duma Aurora Boreal; espero a
Tanto tempo por uma fenomenologia
Intersideral, grandes explosões
Acontecem nos astros pelos interiores
Do cosmos, grandes liberações de
Energia, grandes pendões de luz e
Injustamente, nada cai para mim;
Nada caiu do céu hoje, nem uma
Nuvem, um ar rarefeito, ou uma
Estratosfera; nada caiu  do céu
Hoje, nem o tempo, bem que o
Tempo, poderia cair de braços
Abertos para mim e eu abraçá-lo
Como se abraça a um amante; mas,
O tempo não caiu, usou dum ardil
E passou longe de mim à velocidade
Da luz; e nem com a relatividade,
Consegui uma relação com o tempo,
Meu tempo não está do meu lado.

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